quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Pedrinho comanda ataque brasuca


Com as ondas variando entre 1 e 2 pés, os organizadores do Rip Curl Boardmasters decidiram por na água nesta quarta-feira apenas as sete baterias restantes do round 2. E o carioca Pedro Henrique deu um verdadeiro show, cravando a primeira e a quinta maiores notas e a maior média do evento.


Solto nas marolas de Fristal Beach, Pedrinho cravou um 9,70 e um 8,50 para alcançar expressivos 18,20 pontos em 20,00 possíveis. Ainda se deu ao luxo de descartar um 7,17. Com isso, venceu com 6,30 pontos de vantagem sobre o marroquino Abdel El Harin. Thiago de Souza não teve a mesma sorte e acabou em terceiro.


A segunda melhor apresentação do dia foi da promessa Wiggolly Dantas. Guigui alcançou um 9,00 e um 7,50 e somou 16,50 para vencer sua disputa contra o costa-riquenho Federico Pirluzo (2o.), o neo-zelandês Bobby Hansen (3o.) e o sul-africano David Richards (4o.). É também a segunda melhor média de todo o campeonato.


Dois outros brasileiros caíram na água. Diego Rosa surfou com personalidade e venceu sua bateria, que classificou também o porto-riquenho Brian Toth. Maz Quinn (NZE) e Christopher Schinzt (AFR) forameliminados.


Já Gilmar Silva não encontrou boas ondas e terminou sua participação em terceiro lugar.

Por um surfe realmente mundial

Tenho o sonho de ver o surfe se transformar em um esporte realmente mundial. E acho que isso só vai acontecer quando um maior número de países tiver representatividade no WCT.

O surfe não conseguiu fazer o que o vôlei de praia alcançou em poucos anos de investimento na organização e planejamento. Um esporte que no final da década de 80, início da década de 90, era dominado amplamente por apenas dois países, Estados Unidos e Brasil, agora pode ser chamado de mundial. É só pegar os resultados das etapas do Circuito Mundial. Não é mais surpresa ver duplas alemãs, holandesas, australianas, cubanas, argentinas, canadenses ou suíças subirem ao topo do pódio.

Estados Unidos e Brasil continuam como as principais potências, afinal, a tradição e a continuidade no investimento feito pelos dois países ainda fazem diferença, mas o vôlei de praia é uma modalidade realmente mundial.

No WQS, já conseguimos reverter um pouco esse quadro, apesar de Austrália, em um primeiro plano, o Brasil, logo atrás, e Estados Unidos e África do Sul, na sequência, sempre contarem com um maior número de atletas. Mas já surgem outros países revelando talentos em qualidade e quantidade.

O campeão do WQS do ano passado foi o francês Jeremy Flores. O líder deste ano é o português Tiago Pires. Na etapa cinco estrelas que acontece esta semana na Inglaterra, nada menos que 14 países (contando com o Havaí) colocaram representantes no round 3.

Acredito que só teremos algo parecido no WCT se a ASP partir para mudanças em seu formato.

Veja a lista dos países e a quantidade de surfistas no round 3 do Rip Curl Boardmasters:

1 - Austrália - 32 surfistas
2 - Brasil - 21
3 - Estados Unidos - 9
4 - África do Sul e Espanha - 8
6 - França - 6
7 - Havaí - 3
8 - Inglaterra e Portugal - 2
10 - Alemanha, Costa Rica, Marrocos, Porto Rico e Nova Zelândia - 1

A potência Brasil

Ainda que não tenhamos um campeão mundial profissional, é incrível a força que o Brasil consolidou no cenário internacional do surfe. Veja o exemplo da etapa inglesa do WQS: a escalação das baterias do round 3, que é a fase em que os principais cabeças-de-chave estréiam e que começa a se pagar premiação, traz um dado interessante.

Dos 96 surfistas que permanecem na briga pelo título, nada menos que 21 são brasileiros. Algo em torno de 22,5% do total. Só perdemos para os australianos, que possuem uma legião de 32 surfistas. Ou seja, só Brasil e Austrália possuem mais da metade dos participantes.

Aí olhamos os números dos Estados Unidos (oito títulos com Slater, três com Tom Currem e um com CJ Hobgood) e do Havaí (três com Andy Irons, um com Derek Ho e um com Sunny Garcia), que no surfe é considerado uma nação, e sentimos ainda mais a enorme força brasileira. São 9 norte-americanos e três havaianos na briga.

Ainda temos que considerar o fato de que norte-americanos e havaianos - assim como os australianos - possuem uma condição econômica muito mais favorável que a dos brasileiros.

Ok, o WQS é um circuito de nível inferior ao WCT. E o Brasil ainda não conseguiu repetir essa supremacia na elite. Mas não deixa de ser um claro sinal de que isso é possível.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Brasil começa bem na Inglaterra

Ainda é cedo pra dizer que os brasucas vão fazer uma campanha diferente das etapas seis estrelas dos Estados Unidos e Japão, quando foram poucos a chegar ao último dia de evento. Mas o início do Rip Curl Boardmasters, cinco estrelas do WQS que acontece na Inglaterra, foi realmente promissor.

Dos que estrearam na primeira fase nas frias ondas de Fristal Beach, Filipe Ximenes, Milton Morbeck e Márcio Dias foram eliminados. Tudo bem, são caras que não costumam aparecer com frequência nas fases decisivas dos eventos do WQS. Já Gilmar Silva, Eric de Souza, Jorge Spanner e Marco Pólo seguiram adiante.

Na segunda fase, Marco Pólo e Jorge Spanner fizeram ainda melhor: passaram por mais uma bateria e já chegam ao round de estréia dos principais cabeças-de-chave. Gilmar Silva ainda não competiu na segunda fase, que já contou com as estréias de Hizunomê Bettero, Danilo Costa, Greg Cordeiro, Renato Galvão e Dunga Neto. Todos eles venceram suas disputas. O único que parou pelo caminho foi o jovem Eric, filho da lenda Rico de Souza.

Ainda tem muita gente boa para estrear. No round 2, Diego Rosa, Wiggolly Dantas, Thiago de Souza e Pedro Henrique (além de Gilmar Silva, que estreou no round 1). Na terceira fase, caem na água os cabeças-de-chave Adriano de Souza, Bernardo Miranda, Yuri Sodré, Jean da Silva, Pablo Paulino, Simão Romão, Heitor Alves, Léo Neves, André Silva e Odirlei Coutinho.

Nossas melhores vibrações para os brasucas.

Como pode-se notar, caras experientes como Rodrigo Dornelles, Victor Ribas, Neco Padaratz e Paulo Moura e gente da nova geração, como Jihad Khodr, William Cardoso e Leandro Bastos, abriram mão da etapa inglesa e decidiram treinar para as próximas paradas do tour.

Ondas pequenas? Algo normal no WQS.


A onda da foto, em que o sul-africano Daniel Redman aplica um estiloso cutback, pode ser considerada uma verdadeira miragem no que foi visto em Fristal Beach, município de Newquay, na Inglaterra, durante esta terça-feira.


As condições eram as seguintes: ondas de, no máximo, três pés, normalmente fechando, graças ao forte vento maral. A onda formava uma paredezinha que permitia duas manobras bem rápidas e depois virava uma ladeira. Quem tinha sorte e habilidade para sobreviver feito uma batedeira elétrica, chegava ao inside para mais uma ou duas manobras.


É uma situação que lembra a velha máxima aplicada ao circuito da divisão de acesso. Se o WQS é que classifica os surfistas para o WCT, por que as ondas são normalmente pequenas e ruins e na elite as ondas são geralmente grandes e perfeitas?


Certamente porque o WQS é onde a ASP pode massificar o esporte, levando os campeonatos a praias onde a presença do público é mais importante que a qualidade das ondas. Ok, a entidade tomou a boa medida de tornar prime os eventos da divisão de acesso que são disputados em ondas de alto nível, mas ainda é insuficiente para que a maioria dos eventos ainda seja realizada em ondas ruins.


Fernando de Noronha, Margareth River e Maldivas são alguns bons exemplos. Fristal Beach, Ericeira ea maioria dos picos do Brasil e África do Sul são exemplos ruins.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Jacquie e Taís no round 4

O Rip Curl Boardmasters, o cinco estrelas do WQS que acontece esta semana na Inglaterra, teve início com as disputas da categoria feminina, que também tem status de cinco estrelas.

Das brasileiras em ação, duas permanecem vivas e já escaladas para a quarta rodada. A catarinense Jacqueline Silva defende a vice-liderança do ranking e encara a australiana Jessy Milley Dyer, que garantiu as melhores médias do dia, além da norte-americana Lindsey Baldwin.

Taís Almeida (RJ) tenta um resultado expressivo para entrar na briga por uma vaga no WCT. Passou duas baterias e encara a francesa Pauline Ado e a havaiana Megan Abubo. Boa chance pra carioca.

Começa a decisiva perna européia

A semana é de WQS 5 estrelas na Inglaterra. A primeira etapa da rica e decisiva perna européia de torneios válidos pela divisão de acesso. Preste atenção na relação de eventos:

- Rip Curl Board Masters, 5 estrelas, 7 a 12 de agosto, em Fistral Beach, Newquay-Inglaterra;

- Sooruz Lacanau Pro, 6 estrelas, 14 a 19 de agosto, na Grand Plage, Lacanau,Gironde-França;

- Rip Curl Pro, Super Series, 20 a 26 de agosto, em Hossegor/Seignosse, Landes-França;

- Buondi Billabong Pro, 6 estrelas, 28 de agosto a 2 de setembro, em Ericeira-Portugal;

- Ferrolterra Pantin Classic, 4 estrelas, 4 a 9 de setembro, em Pantin-Spain.

Pois é, amigos. Resumindo, uma etapa de 3.500 pontos, duas de 2.500, uma de 2.000 e uma de 1.500 que certamente definirão alguns classificados por antecipação para o WCT 2008 e deixarão outros bem encaminhados.

domingo, 5 de agosto de 2007

O incrível ano de Tiago Pires

O gajo não está para brincadeiras. Se tem alguém que poderia parar de correr o WQS deste ano para começar a treinar para o WCT do ano que vem, este alguém é o português Tiago Pires.

A divisão de acesso ainda terá nove etapas com cinco estrelas ou mais, até o final do ano, e Tiago já ultrapassou o necessário para se garantir na elite no ano que vem. Tem 11650 pontos, quando 10.500 parecem necessários para garantir alguém entre os top 15.

O ano do português é simplesmente incrível, altamente regular. Ele e o vice-líder Jay Thompson são os únicos que já alcançaram sete resultados com mais de mil pontos. Tiago tem um vice-campeonato em um seis estrelas prime, uma semifinal de seis estrelas, duas quartas-de-final em seis estrelas, sendo um prime, duas oitavas e um round de 24.

No Japão, só parou diante do campeão Gabe Kling, nas quartas-de-final, por 0,8 ponto. Chega às etapas européias, onde costuma se dar bem, com apenas uma missão: defender a liderança do ranking e conquistar um título importante para Portugal.

A dioferença para o vice-líder é de pouco mais de 800 pontos.

Norte-americanos vencem. Heitor é 7o. no WQS.


A final norte-americana no Yumeya Billabong Pro, seis estrelas do WQS que foi encerrado neste domingo, no Japão, deixou o vice-campeão, Ben Bergouis, muito perto da vaga no WCT, e o campeão, Gabe Kling, em 11o. do ranking.


A boa notícia para o surfe brasileiro é a bela subida de Heitor Alves (foto), que, a exemplo de Bergouis, fica a um passo da sonhada vaga na elite. Heitor, hoje, é o sétimo do ranking e as etapas européias, que começam com o cinco estrelas da Inglaterra, deverão ser disputadas em ondas que favorecem o surfe do cearense.


Ainda não há uma previsão da ASP sobre quantos pontos um surfista precisa pra dar a vaga como certa, mas eu acredito que seja por volta dos 10.500 pontos. Portanto, bastam mais mil pontos para Heitor de garantir de vez.


Nessa conta, Jihad Khodr, agora o quinto do ranking, precisa de menos, uns 625 pontos. Neco Padaratz é o 11o. e Jean da Silva, o 14o. Este último precisa de uns 1600 pontos.


Ainda há muitos pontos em jogo, mas as últimas etapas também contarão com um número maior de caras do WCT. Primeiro, porque quem não estiver entre os 28 no ranking da elite, vai tentar permanecer através do WQS. Segundo, porque virão as duas etapas do Havaí, que contam pontos para a triplice coroa.


Ou seja, bom mesmo é fazer que nem Tiago Pires (POR), Jay Thompson (AUS) e Jordy Smith (ZAF), que já superaram os 10.500 pontos.

sábado, 4 de agosto de 2007

Só Heitor e Mineirinho seguem vivos

No Japão, onde acontece mais uma etapa seis estrelas do WQS, o Brasil tem um desempenho ainda pior do que na semana passada, quando foi realizada a etapa de Huntington Beach, igualmente de seis estrelas.

Somente dois brasucas estão nas oitavas-de-final, o primeiro round homem-a-homem da competição. E como estão na mesma chave, o melhor que pode acontecer para o País é uma semifinal entre os dois, o cearense Heitor Alves e o paulista Adriano de SOuza, mais conhecido como Mineirinho.

Pelo que os dois surfaram até aqui, é bem provável que isso ocorra. Os dois próximos adversários são perigosos, afinal de contas, se não estivessem bem não chegaria até aqui. Mas Adam Merling e Corey Ziems, australianos que estão distantes do top 15 do ranking, são dois dos melhores adversários que eles poderiam ter, se é que dá para escolher adversário numa hora dessas.

Mineirinho deve ficar perto dos top 50 do WQS com o resultado, mas tomara que ele esteja pensando mesmo é no WCT. Já Heitor Alves, com os 1375 pontos garantidos se consolida entre os top 15. Dá para torcer por uma bela campanha e até mesmo com a conquista do título. Se isso acontecer, o atual 15o. do ranking ficará entre os top 5 e com mais de 10 mil pontos. Aí é começar a planejar a participação na elite em 2008.

O outro brasileiro que conseguiu um bom resultado foi o paranaense Jihad Khodr, que parou na fase anterior, o round de 24, e garantiu mais 1125 pontos. Atualmente em quarto do ranking, Jihad pode até perder a posição, se alguém que está poucas posições abaixo dele vencer a etapa. Ainda assim, foram 1125 pontos pra lá de importantes.

Yuri Sodré e Rodrigo Dornelles também pararam na mesma fase. Mas como estão mais embaixo no ranking, já estão na necessidade de avançar um pouco mais. Ok, não é resultado de se jogar fora, mas os dois precisam chegar mais longe.

Os mesmos casos de Simão Romão e Jean da Silva. mais uma vez, os dois ficaram pelo caminho na fase anterior, no round dos 48. Com os 800 e poucos pontos, não saem do lugar. Jean deve ainda permanecer entre os 15 primeiros, mas perdeu no Japão mais uma chance de se aproximar dos Top 5 e de uma vaga entre os 15 ao final do ano. Simão também não deve cair muito, parando no máximo em 24o. ou 25o. lugar.

Vamos torcer por Mineirinho e, principalmente, por Heitor.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Tops firmes na luta

A maioria dos tops do ranking do WQS permanece viva nas disputas do seis estrelas do Japão. O circuito começa a entrar em sua fase decisiva e ninguém quer perder seu posto na luta por uma vaga no WCT do próximo ano.

Na verdade, alguns tops até dispensaram a viagem cansativa ao Japão. Casos de Kieren Perrow (5o.), Neco Padaratz (6o.) e Luke Munro (15o.).

Os demais estão todos de pé. Ontem, foram dez baixas entre os 50 primeiros do ranking, mas o que estava em melhor posição era Drew Courtney (AUS). Estava, pois certamente irá perder o 17o. posto.

Os demais, pela ordem de ranking, são:

25o. - Michael Bourez (TAH)
28o. Léo Neves (BRA)
32o. Kekoa Becalso (HAW)
36o. Joel Centeio (HAW)
37o. Odirlei Coutinho (BRA)
41o. Daniel Ross (AUS)
45o. Damien Fahrenfort (ZAF)
47o. André Silva (BRA)
49o. Dustin Barca (HAW)

Vale à pena citar os casos de dois tops do WCT. Atualmente fora do grupo dos 28 surfistas que permanecem na elite através do ranking do [róprio WCT, Greg Emslie e Shaun Cansdell correm atrás do prejuízo no WQS. No Japão, no entanto, perderam de cara.

Veja a situação difícil dos dois:
Greg Emslie 33o. no WCT e 60o. no WQS
Shaun Cansdell 40o. no WCT e 158o. no WQS.

Brasil ataca com oito no Japão


Oito brasileiros estão no round de 48 do Yumeya Billabong Pro, etapa seis estrelas do WQS que acontece no Japão, esta semana.


Como na semana passada, nosso desempenho é apenas regular. Para se ter uma idéia, Os australianos colocaram o dobro de representantes na fase e os Estados Unidos têm apenas um a menos que nós.


Pra complicar, três baterias da próxima fase contarão com dois brasileiros competindo juntos. Na 4a. tem Jihad Khodr (PR) e Simão Romão (RJ) contra Dane Reynolds (EUA) e Rhys Bombaci (AUS), que tem tudo para ser uma das melhores baterias da fase; na 8a. tem Yuri Sodré (RJ) e Heitor Alves (CE) contra Tappei Tajima (JAP) e o perigoso Jarrad Howse (AUS) e na 11a. Pedro Henrique (RJ) e Rodrigo Dornelles (RS) tentam uma subida no ranking numa batalha contra Michael Pikon (FRA) e Adan Robertson (AUS).


Os únicos que competem sós são Jean da Silva, que encara Wade Godall (AUS) e os sul-africanos pedreiras Dave Weare e Royden Bryson, na bateria de abertura da fase, e Adriano de Souza, o Mineirinho, (SP), que pega os norte-americanos Ben Bergouis e Asher Nolan e o australiano Chris Davidson no encerramento do round. Aliás, outra bateria de alto nível.


Mineirinho (foto) entra na disputa motivado pela vingança alcançada sobre o sul-africano Jordy Smith. Na disputa do úktimo Mundial Pro Júnior, Smith levou a melhor sobre o brasileiro. Esta madrugada, na disputa júnior do seis estrelas do Japão, os dois travaram bonitos duelos e o brasuca levou a melhor, garantindo o título.

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Japoneses caem. Líderes avançam.

Duas constatações sobre o Yumeya Billabong Pro 07. Primeiro, os japoneses estão em um nível muito inferior ao que se vê no Tour. Segundo, os cabeças-de-chave estão fazendo a mala, o que torna a briga entre os melhores do ranking e, consequentemente, pelas vagas no WCT 08, mais acirrada.

Pois é, dos 65 japoneses escalados na primeira rodada, 22 se classificaram para o round 2. Ainda assim, a maioria em baterias onde só havia japoneses. Esses 22 se juntaram a outros dois que eram cabeças-de-chave na segunda fase e somente três passaram para o round de 96. É isso mesmo, três classificados em 24 tentativas.

Agora, esses três se juntam aos dois pré-classificados do round de 96, Masatoshi Ono e Teppei Tajima. São cinco japoneses tentando levar o País às últimas fases da etapa. O único que caiu na água nessas oito primeiras baterias da fase foi Izuki Tanaka. E fez bonito. Passou em segundo lugar, atrás de Jihad Khodr, e já garantiu um surfista de olhos puxados no round de 48.

CABEÇAS-DE-CHAVE - Com o WQS começando a entrar em sua reta de chegada, os melhores colocados no ranking não querem dar bobeira. Dos 16 cabeças-de-chave do round de 96, que são indicados justamente pela posição no ranking, 12 avançaram para a fase seguinte.

Os que ficaram de fora foram os norte-americanos C.J. Hobgood (18o. no ranking), Mike Todd (390.) e Patrick Gudauskas (52o.)e o francês Tim Boal (30o.).

Cabeças dizimados, cabeças salvadores

Chegou a assustar. Depois da boa estréia de Dunga Neto (CE), que ficou em segundo lugar na 12a. bateria, veio uma enxurrada de eliminações dos brasucas que estreavam como cabeças-de-chave do round 2.

Em sequência, Marcelo Trekkinho (RJ), Paulo Moura (PE), Danilo Costa (RN) e Bruno Santos (RJ) foram derrotados, até que Gilmar Silva, que havia estreado na primeira fase, passou em segundo na 20a. disputa, atrás do australiano Dion Atkinson e à frente dos havaianos Ola Eleogran e Casey Brown.


Ainda havia tempo para que mais três brasucas defendessem a honra dos nossos cabeças-de-chave e Pedro Henrique (RJ), 2o. na 22a. bateria, e a dobradinha André Silva (CE) e Diego Rosa (SC), primeiro e segundo na última disputa, seguraram a peteca.


Como as ondas estavam boas - cerca de 6 a 8 pés (Na foto, Hank Gaskel rasga uma esquerda), a organização pôs no mar as oito primeiras baterias do round 3. Aí foi a vez dos papéis de inverterem. Nosso único trialista escalado nas disputas dessa fase, Hizunomê Bettero (SP), caiu contra os australianos Wade Goodall e Darren Turner, mas os demais, escalados como cabeças-de-chave, avançaram.


Um animado Jean da Silva (SC) passou uma bateria equilibrada, atrás de Tanner Gudauskas (EUA) e à frente de Mike Todd (EUA) e Damon Harvey (AUS).


Simão Romão (RJ) aproveitou o backside e também passou em segundo, atrás de Troy Brooks (AUS). Jesse Merle-Jones (HAW) e outro Gudauskas, Dane (EUA), foram eliminados.


Finalmente na oitava, Jihad Khodr (PR) foi o melhor na água e se classificou com o japonês Izuki Tanaka em segundo. Matt Wilkinson (AUS) e mais um Gudauskas, Patrick, voltaram pra casa mais cedo.


Mais 12 brasucas devem cair na água esta madrugada, pelo round 3.

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Boa ondas abrem etapa japonesa


Já, já começa mais um dia de disputas do Yumeya Billabong Pro, etapa seis estrelas do WQS que acontece na praia de Tahara, no Japão.


Ontem, boas ondas apareceram e o campeonato rolou até a oitava bateria da segunda fase. Milton Morbeck (RJ) e Gilmar Silva (SP) passaram pela primeira fase. No round seguinte, já na primeira bateria, Milton se despediu da etapa, mas Hizunomê Bettero venceu a disputa, com duas notas na casa dos 7,00 pontos.


Foram as únicas participações brasileiras do dia. Hoje, se o mar continuar bom, mais nove brasileiros caem na água. Oito pré-classificados da segunda fase, mais Gilmar Silva.
Para se ter uma idéia da qualidade das ondas que quebraram em Tehara, segue esse tubão de Maz Quinn, da Nova Zelândia.